Falta de água pode afetar desenvolvimento da RMC

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Recentemente o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou estimativas da população das cidades de todo o Brasil. Entre os dados estimados está o aumento populacional da região que abrange as Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí que saltou de 2% para 4% ao ano, o que faz aumentar a demanda de água para o desenvolvimento da Região Metropolitana de Campinas. Mas como resolver essa questão?

Visando a negociação referente à Renovação da Outorga do Sistema Cantareira, que acontecerá em 22 de março de 2014, uma proposta está sendo construída pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí para tentar garantir a RMC uma vazão de água que chegue a 7m³/s, e em época de seca, que vai de maio a outubro, que a região receba até 15m³/s, como explica o Secretário Executivo do Consórcio PCJ, Francisco Lahóz.

“O que nós discutimos com os consorciados que fazem parte do Grupo Especial, foi justamente garantir que na estiagem, quando nós precisamos de até 12m³/s hoje, que seja garantida essa vazão, e pensando se em 10 anos de duração da Outorga que esse número chega a 15m³/s com crescimento de 2% ao ano”, explica.

O engenheiro civil e Coordenador de Projetos do Consórcio PCJ, José Cesar Saad, acredita que o crescimento industrial da região também teve como consequência o aumento da população e por isso é preciso fazer crescer a vazão de água para a RMC.

“A nossa região está recebendo muitos novos empreendimentos e com isso famílias estão se mudando para cá. Caso não tenhamos maior vazão para a nossa região, vai comprometer esse crescimento industrial e principalmente o populacional”, argumenta.

Por outro lado 50% da Região Metropolitana de São Paulo também tenta garantir água necessária para o abastecimento de pelo menos nove milhões de pessoas. O Secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Edson Giriboni, e Alceu Segamarchi do Departamento de Águas e Energia Elétrica, afirmaram em reunião com os órgãos gestores envolvidos com a renovação da Outorga do Sistema Cantareira, que por conta do crescimento vegetativo e industrial da região da Grande São Paulo há também a necessidade de mais água para suprir as necessidades locais. Atualmente a RMSP capta 31m³/s de água do Cantareira.

 

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Na tentativa de diminuir a dependência da RMC do Sistema Cantareira surgiu a ideia da construção de duas barragens, que juntas terão capacidade de armazenamento estimado em 75 bilhões de litros de água. Uma das obras seria no Rio Camanducaia, no município de Amparo (SP), e a outra no Rio Jaguari, em Pedreira (SP), o que para Lahóz será de muita importância para garantir a sustentabilidade da nossa região.

“Esses reservatórios vão funcionar como o pulmão da Região Metropolitana de Campinas. Nós vamos continuar contando com a água que vem dos reservatórios do Sistema Cantareira e vamos contar com esses reservatórios para garantir a sustentabilidade atual e futura”, comenta.

Um terceiro reservatório ainda poderá colaborar com o abastecimento de água da população na RMC.

“Estamos pensando também no reservatório do Piraí, que fica na região de Salto (SP) próximo ao Aeroporto de Viracopos e esses reservatórios permitirão a regularização de 7 a 8m³/s, o equivalente para abastecer duas cidades como Campinas”, afirma Lahóz.

O que é o Sistema Cantareira

O Sistema Cantareira está entre os maiores sistemas produtores de água do mundo. Ele é responsável pelo abastecimento de aproximadamente de nove milhões de pessoas da Região Metropolitana de São Paulo, e outras cinco milhões das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, onde está a Região Metropolitana de Campinas. O Cantareira é composto por cinco reservatórios interligados por um complexo sistema de 48 quilômetros formado por túneis, canais e uma estação de bombeamento de alta tecnologia para ultrapassar a barreira física da Serra da Cantareira. Sua área de drenagem se estende até o sul do estado de Minas Gerais.

 

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